Vivo minha caminhada, imaginando se um dia vou encontrar,
Aquela que me faz respirar mais forte e todas as noites me faz sonhar,
Não me lembro mais quantas vezes sonhei com uma realidade desejada a se realizar.
Não existe substituição para algo que é único
E nem esperança em algo que não mais virá,
Minha vontade está agora em seus braços descançar.
A luta que enfrento não é nova e não sei quando vai acabar,
Mas me contento com o pouco que posso contemplar,
Nos poucos segundos que te vejo minha alma salta e quer gritar
Declarar a este mundo, o tamanho da dor que me consome,
Tua ausência fere meu âmago e faz decair meu astral,
Não entendo o que houve com o mundo,
Ou até entendo e não me permito aceitar,
As parafernálias tecnológicas usurparam o valor da simplicidade e da pureza.
Por quê o romantismo não funciona mais?
O que houve com o prestígio pela poesia sincera e profunda?
Independente do caos moral da contemporaneidade continuarei a insistir,
Na beleza do sentimento puro e verdadeiro, dos verdadeiros anos dourados!
Ah! Que saudade dos tempos “Romeu e Julieta”.
O sentimento que carrego, possui obstáculos, impossibilidades e perigo,
O que seria da vida do ser que ama sem tais ingredientes?
Qual minha condenação predestinado poeta?
Mesmo que tudo conspire contra e que até mesmo minha carne desista,
Meu coração continuará pulsando ou minha alma vibrando quando algo lembrar você.
Apenas imploro, nunca duvide do sentimento de um poeta que sofrendo está.
T.F.S.